quinta-feira, 17 de maio de 2007

Viva a Vida!

VIDA

Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei
substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.
Já abracei para proteger.
Já me ri quando não podia.
Já fiz amigos eternos.
Já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado.
Já fui amado e não soube amar.
Já gritei e pulei de felicidade.
Já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei a ouvir música e a ver fotografias.
Já liguei só para escutar uma voz. Já me apaixonei por um sorriso.
Já pensei que fosse morrer de saudade e... tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo!), mas sobrevivi!

Não passo pela vida...


Viva!!!

O melhor mesmo, é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a VIDA É MUITO para ser insignificante"

Charlie Chaplin

Formas de Arte | Stencil

Estes registos foram feitos bem no "centro"
da Cidade de Almada em Maio de 2007.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Só eu sei... porque não fico em casa!!!

A esperança é a última a morrer

FORÇA SPORTING!!!!

Citações com valor...

“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 2 de maio de 2007

A Vingança do Cabo

… Antes de regressar à caravela capitânia, mais uma vez contempla o Cabo. Mar calmo e tempo claro.
“Tormentoso, mas porquê, se a tormenta já lá vai?” pergunta Bartolomeu. “Assinalas o caminho para a Índia, por isso vou chamar-te da Boa Esperança...”

Mas Bartolomeu sente, pressente que está a afagar um lobo adormecido, arrepio...

À vista do Cabo da Boa Esperança, a 23 de Maio de 1500, súbita e furiosa tempestade afunda quatro naus da armada de Pedro Álvares Cabral
, uma delas a de Bartolomeu Dias. Naquela aflição Bartolomeu ouve um uivo, será o vento, será o lobo a preparar o salto lá na proa, arrepio... “Boa Esperança ou Tormentoso?” pergunta ainda, enquanto se debate e vai sendo engolido pelas ondas.

Neste episódio Camões identificará a vingança do Cabo, metamorfose do gigante Adamastor:

Eu sou aquele oculto e grande Cabo
A quem chamais vós outros Tormentório
(...)
Aqui espero tomar, se não me engano,
De quem me descobriu, suma vingança.


No sec. XX, para Bartolomeu Dias, Fernando Pessoa lavrará o seguinte epitáfio:


Jaz aqui, na pequena praia extrema,
O Capitão do Fim.
Dobrado o Assombro,
O mar é o mesmo: já ninguém o tema!




Temer ou não temer?
Tormentoso ou Boa Esperança?